Sozinho na Multidão | Tony Casanova
Era uma manhã fria de inverno e ali na janela a brisa só fazia com que ele sentisse mais frio. Tomas Olhava para o nada, olhar perdido e mente atoa. Pensava em como estava só mesmo tantas pessoas no mundo. Não era que tudo isto lhe desse nos nervos ou mesmo lhe afetasse, mas o preocupante é este cruel afastamento oriúndo das pessoas, que ainda estando do lado, ignoram a existência do outro. Existe tanta alma tão seca neste mundo, que só endurece o coração para dar um oi, ou falar um bom dia, dar o aperto de mão que nunca deu ou até um abraço.
Ali estava ele, sentado á janela, pensativo enquanto a brisa fria lhe fazia companhia. Não tinha a mágoa de ser sozinho, isto fora a sua opção, mas lamentava o fato de outras pessoas estarem frias, vivendo sozinhas na multidão. O que sentia lhe revoltava e o fazia sentir um travo imenso, um gosto amargo e uma forte tristeza. Por mais gente que visse, mais via a solidão daquele povo. Por dentro choravam em profunda amargura e dissabor.
Passado aquele momento de fel ele de pé, foi andar ali no quarto do apartamento. Colocou música no celular e procurou distrair sua mente. Conseguiu. Mergulhou na alegre letra da música e até deu uns passinhos de dança, mas na verdade não esqueceu dos seus pensamentos anteriores: Gente, muita gente que hoje vive triste por não ter, na multidão, uma só companhia.
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Solidão é complicado, mas não é o fim.
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