Retratos da Minha Infância | Tony Casanova
Podia bem se queixar da vida na sua infância, de quando ainda era uma criança e brincava por entre os becos com seu brinquedo com rodinhas. Era um pequeno triciclo que o levava pra lá e pra cá, mas a vida dele não tinha as queixas ou lamentos que hoje tem, nada o fazia triste, exceto uma coisa só, quando partiu sua vô, que o Senhor levou enquanto ele ainda era um infante. Ainda assim, sem a sua companheira de estórias, o garoto se enterteu. Aprendeu ele logo cedo, que a morte era coisa da vida.
Menino esperto e curioso, dono de vários brinquedos, para ele na vida não haviam segredos, tudo é apenas brincadeira, pensava ele. E assim o tempo passava, com o menino achando que jamais iria crescer, mas cresceu. A sua vida mudou. E foi da água pro vinho e aquele menino pequenininho, um pirralho por assim dizer, logo ele começou a cresçer. E tornou-se o homenzarrão que é hoje. As suas brincadeiras mudaram também e tudo mudou. O triciclo deu lugar a moto e as pequenas bolas de gude já não lhe importavam, nem para elas olhava porque os seus olhos se voltava pra a namorada, que agora era a dona de todos os seus pensamentos.
É aquele guri de outrora, agora já não existe mais. E ele só não cresçeu para sua mãe, que olha para ele com o mesmo carinho de sempre, chamando-o de meu bebê a toda hora. Mãe dedicada e orgulhosa, que com carinho se empenhou em criar e educar seu menino, para que ele se tornasse o homem que se tornou. Rapaz de bem, íntegro e bem educado, o seu orgulho de filho.
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Tempo de criança. Melhor época da vida.
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